Siga o observatório nas redes socias!!!

segunda-feira, 30 de abril de 2018

ENEM - IMPACTOS AMBIENTAIS NOS BIOMAS BRASILEIROS


Segundo o IBGE, os biomas podem ser entendidos como “grandes sistemas ecológicos definidos, principalmente, pelo clima. Trata-se de uma área com dimensões normalmente superiores a um milhão de quilômetros quadrados em que o clima, a fisionomia da vegetação, o solo e a altitude são semelhantes ou aparentados”. Além da Amazônia, o Brasil conta com mais cinco espaços geográficos que são considerados tantos por biólogos quanto por geógrafos como áreas que agrupam ecossistemas com certa homogeneidade, ou seja, apresentam características similares devido aos fatores naturais que neles atuam.
Os biomas brasileiros são: A Amazônia com aproximadamente 4.196.943 quilômetros quadrados; O Cerrado com extensão aproximada de 2.036.448 quilômetros quadrados; A Mata Atlântica com Extensão aproximada em 1.110.182 quilômetros quadrados; A Caatinga com aproximadamente 844.453 quilômetros quadrados. O Pampa com aproximadamente 176.496 quilômetros quadrados e o Pantanal com 150.355 quilômetros quadrados.



IMPACTOS AMBIENTAIS
AMAZÔNIA
Ocupando totalmente 5 dos 7 estados da região Norte do Brasil, a Amazônia é considerada a maior reserva de biodiversidade do planeta. O bioma é composto pela densa, e cientificamente falando inexplorada floresta equatorial formada por árvores de grande porte; pela maior bacia hidrográfica do mundo. Segundo o IBGE 60% da bacia está no território brasileiro, 40% na América do Sul e 5% da superfície da Terra. Ocupa uma área de planície e de regime pluviométrico bem distribuídos.
Os principais impactos ambientais na Amazônia estão ligados ao desmatamento ilegal promovido pelas madeireiras que atuam longe dos olhos dos órgãos fiscalizadores e acabam por dizimar grandes acres de floresta. Outro fator é a ampliação das áreas de cultivo como a soja e a pecuária que também está sendo introduzida na região. Além desses, a biopirataria também é um dos problemas a serem enfrentados na Amazônia.

MATA ATLÂNTICA
Presente em toda a faixa leste do litoral brasileiro, a Mata Atlântica é um complexo ambiental que apresenta clima quente e úmido e várias formas de relevo. Dentre todos os biomas, foi o que mais sofreu com a ação humana, pois, desde a época da colonização que o bioma é descaracterizado para dar lugar as áreas urbanas brasileiras. O desmatamento das áreas florestais densas foi mais intensificada nos estados nordestinos que hoje apresentam pequenos resquícios dessa cobertura vegetal, apenas nos estados do Sudeste e do Sul é que ela ainda recobre grandes áreas.
O desmatamento da mata ciliar para dar lugar a empreendimentos imobiliários ou para ser  utilizado  na construção de moveis; a poluição de áreas remanescentes provenientes do lançamento de esgoto em riachos e rios; o tráfico de animais e a destruição de seu habitat natural, são os principais impactos ambientais presentes na Mata Atlântica.
CERRADO
De acordo com o IBGE, o “Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul e cobre 22% do território brasileiro” ocupando majoritariamente áreas do Centro Oeste. O bioma é considerado o berço dos principais rios do Brasil e da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em elevado potencial aquífero e grande biodiversidade.
 A vegetação do Cerrado é composta por savanas e o clima atuante é o tropical quente subúmido, com uma estação seca e uma chuvosa. Além dos planaltos, com extensas chapadas, encontram-se também a mata ciliar e a mata ribeirinha. Os principais impactos ambientais presentes no bioma são a atividade garimpeira, o assoreamento dos rios, a mineração, a pecuária extensiva e as monoculturas.
CAATINGA
A Caatinga, está presente em boa parte do Nordeste do Brasil, e apresenta uma vasta riqueza de ambientes e espécies exclusivas do bioma. O clima seco e quente resulta numa vegetação de savana estépica, espinhosa e decidual (quando as folhas caem em determinada época). Há também áreas serranas, brejos e outros tipos de bolsão climático mais ameno. Os principais impactos ambientais da Caatinga consistem no desmatamento e nas queimadas.
PAMPA
Os pampas sul-americanos, estão presentes no sul da America do Sul, e no caso do Brasil apenas no Rio Grande do Sul e é marcado por clima chuvoso, sem período seco regular e com frentes polares e temperaturas negativas no inverno. O relevo presente neste bioma é bem nivelado característicos de vastas áreas de campos. O principal impacto encontrado neste bioma é a pecuária e a retirada da cobertura vegetal deixando, assim, os solos expostos a erosão.
Pantanal
No caso do bioma Pantaneiro presente nos estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso é caracterizado por inundações de vastas áreas de planície que provocam alterações tanto no ambiente,quanto na vida da fauna e das populações locais. Assim como no cerrado, a vegetação predominante é a savana. O principal impacto está presente na cobertura vegetal original de áreas que circundam o Pantanal foi em grande parte substituída por lavouras e pastagens.
Fontes Consultadas
___________________________________________________
POSTADO POR RONALDO OLIVEIRA
GRADUADO EM GEOGRAFIA
FORMAÇÃO TÉCNICA EM AGROEXTRATIVISMO
FUNDADOR DO BLOG OBSERVATÓRIO HISTÓRICO GEOGRÁFICO,( PROJETO INICIADO EM 2014) .TRABALHA COM TEMAS RELACIONADOS A TERRITORIALIDADES EM ESPAÇOS PÚBLICOS (GEOGRAFIA URBANA) E METODOLOGIA DE ENSINO DE GEOGRAFIA.




.
Leia Mais ►

segunda-feira, 5 de março de 2018

AS PRIMEIRAS HISTÓRIAS: A PRÉ-HISTÓRIA


Introdução

O período que vai desde o surgimento dos seres humanos ao aparecimento da escrita é denominado como a Pré-história (3.500 a.C.). Nesse período o homem se adaptou as limitações impostas pela natureza baseando seu modo de vida em atividades relativamente “simplórias” como a caça e a pesca e para isso, surgiu à necessidade de desenvolver instrumentos/objetos que facilitassem essa atividade.
O termo Pré-história surgiu no século XIX por referir-se ao momento anterior a escrita, pois o homem não realizava registros escritos e para muitos, isso era considerado a única fonte segura de se retratar, por exemplo, o cotidiano humano. O processo de construção da história humana na Terra se aperfeiçoou quando os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme ( caracteres semelhantes a símbolos gravados em placas de argila) na região da Mesopotâmia.

A pré-história foi dividida em três fases: Paleolítico, Mesolítico e Neolítico.


Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada

Neste período, surgiu os primeiros ancestrais da humanidade e habitava cavernas, muitas vezes com outros animais selvagens. É comum encontrarmos cenas do cotidiano retratadas nas paredes das cavernas chamadas de pinturas rupestres.. O Piauí possui um dos maiores acervos de arte rupestre das Américas localizadas nos parques da Serra da Capivara e Sete Cidades.

Os povos pré-históricos eram nômades, pois ainda não havia sido desenvolvida a agricultura e quando acabava a disponibilidade de alimentos na região em que estavam, eles migravam em busca de novas áreas.
A caça e a pesca, além da coleta de frutos foram as principais atividades deste período aperfeiçoadas graças a fabricação de ferramentas feitas a partir de pedaços de ossos e pedras.  

Neolítico ou idade da Pedra polida

No Neolítico podemos notar o aprimoramento dos instrumentos que passaram a ser também de metais, como, lanças, ferramentas e machados, assim como no desenvolvimento da agricultura o que culminou com a diminuição de sua dependência com relação à natureza.

Além disso, destaca-se o domínio do fogo,que possibilitou o ser humano espantar os animais, cozinhar a carne e outros alimentos, iluminar sua habitação além de conseguir calor nos momentos de frio intenso.

Idade dos Metais

Por volta de 6 000 a.C. os seres humanos adquiriram habilidade para manipular os metais que tempos mais tarde foram utilizados na fabricação de armas como espadas, lanças e outros objetos. Foi nessa fase que surgiram grandes aglomerações como no Egito e na Mesopotâmia.

foto: REPRODUÇÃO















Evolução do Homem na Pré-história (principais espécies)

AustralopithecusPithecanthropus erectus, Homem de Neandertal, Homem de Cro-Magnon, Homo soloensisHomo denisovaHomo rudolfensisHomo ergasterHomo Sapiens.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CONSULTADAS
PILETTI, CLAUDINO. História e vida integrada, São Paulo – Ática 2002.
http://www.sohistoria.com.br/ef2/periodos/p2.php
______________________________________________________
POSTADO POR RONALDO OLIVEIRA
GRADUADO EM GEOGRAFIA
FORMAÇÃO TÉCNICA EM AGROEXTRATIVISMO
FUNDADOR DO BLOG OBSERVATÓRIO HISTÓRICO GEOGRÁFICO,( PROJETO INICIADO EM 2014) .TRABALHA COM TEMAS RELACIONADOS A TERRITORIALIDADES EM ESPAÇOS PÚBLICOS (GEOGRAFIA URBANA) E METODOLOGIA DE ENSINO DE GEOGRAFIA.

Leia Mais ►

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

O VALE DOS DINOSSAUROS DO SERTÃO

Os dinossauros sempre impressionaram e maravilharam milhões de pessoas ao redor do mundo ao serem retratados em obras de ficção cinematográfica, mas não é preciso ir muito longe para conhecer um pouco da história desses repteis que um dia já dominaram o mundo. Aqui mesmo no Brasil podemos encontrar alguns resquícios da passagem desses gigantes que imprimiram seus vestígios no solo e que nos ajuda a reconstituir uma era, de fato, fabulosa.
Tratasse de uma unidade de conservação criada em 27 de dezembro de 2002 no Município de Sousa na Paraíba e compreende uma área de mais 1.730 km², abrangendo aproximadamente 30 localidades no alto sertão brasileiro, além de Sousa destaca-se os municípios de Aparecida, Marizópolis, Vieirópolis, São Francisco, São José da Lagoa Tapada, Santa Cruz, Santa Helena, Nazarezinho, Triunfo, Uiraúna, Cajazeiras. Os registros mais importantes estão no município de Sousa, distando 7 km da sede do município. O acesso é feito pela PB-391 sentido Sousa/Uiraúna.

Entrada do Vale dos Dinossauros/ foto: flick

O vale é considerado um dos mais importantes sítios paleontológicos existentes, onde registra-se a maior incidência de pegadas de dinossauros no mundo. Os fósseis mais importantes estão na Bacia do Rio do Peixe, município de Sousa, a 420 km de João Pessoa. Lá, encontram-se rastros e trilhas fossilizadas de mais de 80 espécies em cerca de 20 níveis estratigráficos. Destacam-se as trilhas das localidades da Passagem das Pedras, onde foram descobertas os primeiros indícios de dinossauros brasileiros, no fim do século XIX.
Pegadas dos dinossauros
Foto: Jonatas Costa 


É possível encontrar vestígios desse tempo pré –histórico em toda a região. Rastros fossilizados cujo tamanho varia de 5 cm (de um dinossauro do tamanho de uma galinha), até 40 cm, como as pegadas de iguanodonte de 4 toneladas, 5 metros de comprimento e 3 metros de altura. A maioria das pegadas são de dinossauros carnívoros. Uma trilha com 43 metros em linha reta é a mais longa que se conhece no mundo. De acordo com os paleontólogos, esses rastros têm pelo menos 143 milhões de anos.
Existe também (embora em menor quantidade), marcas petrificadas de gotas de chuva, plantas fósseis, ossadas parciais de animais pré-históricos e pinturas rupestres feitas pelos antigos habitantes. Estas últimas localizam-se principalmente no Serrote do Letreiro (em Sousa) e Serrote da Miúda (nos municípios de São Francisco e Santa Cruz ).
Toda a infraestrutura do local foi restaurada, incluindo o museu, quiosques, passarelas, mirantes de observação e a Casa do Pesquisador. Também foram incluídas no projeto a construção de uma lanchonete, a urbanização das áreas de circulação dos turistas e a contratação de dois consultores para reformular a exposição permanente que é apresentada no prédio principal.
A reforma do museu incluiu a instalação de climatizadores e a reestruturação do espaço de exposições, auditório, escritórios e banheiros. A iluminação foi projetada sobre trilhos e com diferentes tipos de lâmpadas para se adequar ao que estiver sendo apresentado no local. Som ambiente e monitores com vídeos vão guiar o turista. Além disso, foi criada uma loja para comercialização de material produzido por artistas da região.
Todo o projeto de revitalização segue as normas de acessibilidade. Na área externa, a adaptação do local incluiu a implantação de vagas exclusivas, rampas nas calçadas e substituição da pavimentação do acesso aos mirantes de observação.

Rio do Peixe
Foto: Jonatas Costa
Sem dúvida alguma, o vale dos dinossauros é um dos lugares que merece ser visitado, não só pelo lado turístico, mais  por sua importância histórica de um época em que a terra era ocupada por grandes repteis e por uma flora totalmente diferente da conhecida hoje. É importante ressaltar que está perto dos brasileiros que muitas vezes preferem viajar para o exterior a contemplar suas próprias particularidades locais.

Fontes Consultadas:
paraiba.pb.gov
_________________________________________

POSTADO POR RONALDO OLIVEIRA
GRADUADO EM GEOGRAFIA
FORMAÇÃO TÉCNICA EM AGROEXTRATIVISMO
FUNDADOR DO BLOG OBSERVATÓRIO HISTÓRICO GEOGRÁFICO,( PROJETO INICIADO EM 2014) .TRABALHA COM TEMAS RELACIONADOS A TERRITORIALIDADES EM ESPAÇOS PÚBLICOS (GEOGRAFIA URBANA) E METODOLOGIA DE ENSINO DE GEOGRAFIA.

Leia Mais ►

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

FONTES DE ENERGIA

As fontes de energia modernas que alimentam desde as grandes indústrias multinacionais até as lâmpadas da sua casa são classificadas de duas formas: as fontes renováveis como a energia solar, a força dos ventos, da água etc. e as energias não renováveis que um dia se esgotarão como o petróleo – que vem a ser a fonte mais consumida atualmente – o gás natural, o carvão vegetal entre outras.
Tudo Construção

Diante da pressão exercida por organizações em defesa do meio ambiente, ou por meio de acordos globais entre nações, boa parte dos países está procurando diversificar sua fonte energética. Países como o Brasil cujo território apresenta dimensões continentais apresentam uma maior disponibilidade de fontes renováveis por possuir rios caudalosos propícios a construção de hidrelétricas e um extenso litoral, onde podem ser implantados diversos parques eólicos.
Não é necessário frisar nosso potencial energético para energia solar, mas nem todos os países apresentam essas características e acabam por adotar fontes energéticas bastante poluidoras como as termelétricas – que utiliza o vapor de água produzido por uma caldeira, que é aquecida pela queima do carvão, do gás natural ou de derivados do petróleo – ou utilizam as tão perigosas Usinas nucleares.
Vários acidentes já ocorreram com a utilização dessa matriz energética, a exemplo do desastre de Chernobyl, na Ucrânia em 1986 e recentemente em Fukushima no Japão. O risco nesse tipo de fonte está na possibilidade de vazamento radioativo que pode condenar o meio ambiente e a saúde humana.
Além das fontes já citadas destacamos: Biomassa que utiliza o rejeito de origem animal ou vegetal para gerar energia; o biodiesel que utiliza o óleo de alguns vegetais como a soja para transformar em combustíveis para motores; diferente dessas, o petróleo é sem sombras de duvidas a fonte de energia mais utilizada. Seus derivados estão presentes em muitos produtos do nosso cotidiano como no plástico, na borracha na gasolina, no asfalto das rodovias entre outros.

Diante do exposto podemos concluir que nosso mundo moderno depende muito das matrizes energéticas, e que para evitar a intensificação dos impactos ambientais devemos economizar energia, pois, enquanto mais consumimos, mais se é retirado da natureza.

Fontes consultadas
MMA - Ministério do Meio ambiente

Leia Mais ►

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

SEMIÁRIDO - NOVA DELIMITAÇÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO DA SUDENE

A área delimitada como semiarido brasileiro foi ampliada por meio da nova Resolução nº 107/2017, publicada pelo Ministério da Integração, e por intermédio do Conselho Deliberativo da Sudene, em 27 de julho de 2017, que estabeleceu novos critérios técnicos e científicos para nova delimitação, assim como procedimentos para revisão de sua abrangência.
O semiarido brasileiro conta agora com uma área total de 1.189 municípios, tendo sido acrescentados mais 54, oriundos dos estados do Piauí (36), Ceará (15) e Bahia (3).
Conforme o Art.2º da nova Resolução os seguintes critérios técnicos e científicos delimitam o Semiárido brasileiro:
I – Precipitação pluviométrica média anual igual ou inferior a 800 mm;
II – Índice de Aridez de Thorntwaite igual ou inferior a 0,50;
III – Percentual diário de déficit hídrico igual ou superior a 60%, considerando todos os dias do ano.


Fonte: Portal Brasil
Leia Mais ►

terça-feira, 5 de setembro de 2017

NOVO VOLUME DA REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA

O INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE) lançou na última quinta-feira 31 o primeiro número do volume 62 da Revista Brasileira de Geografia (RBG). A nova edição foi elaborada por pesquisadores do departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Universidade de Campinas (Unicamp) e da Universidade de Lisboa. Podemos adiantar aos leitores que a revista traz uma entrevista sobre o geoprocessamento no Brasil e a resenha de uma obra clássica do século XIX.  Além disso, o novo volume traz três artigos que remontam a importância das representações gráficas, analisam uma recente pesquisa sobre a fronteira agrícola amazônica e discutem os impactos da modernidade sobre o pensamento geográfico contemporâneo.
 A RBG foi criada pelo Instituto em 1939 e lançou edições regularmente até o ano 2006 e, após um período de interrupção de dez anos, ela retornou no ano passado com formato digital e periodicidade semestral. Para os interessados em apresentar seus trabalhos nas próximas edições acessem o site da revista para submissão dos artigos.


Fonte:CNAE
Leia Mais ►

quinta-feira, 15 de junho de 2017

A ORIGEM DAS FESTAS JUNINAS

Olá, observadores! Hoje iremos conhecer um pouco da origem de uma das festividades regionais mais tradicionais do Brasil que se enraizou principalmente no Nordeste brasileiro. As festas juninas são caracterizadas pela diversidade de comidas a base de milho; pela explosão multicor dos fogos de artifício, assim como pela beleza das quadrilhas juninas.
Num período em que as temperaturas estão relativamente baixas e as chuvas já pintaram de verde a paisagem da região, os nordestinos dedicam essas festividades do mês de junho a Santo Antônio (dia 13), São João ( dia 24)  e São Pedro (dia 29) acendendo fogueiras¹ em sua homenagem. No entanto, muito dessa tradição vem passando por um processo de renovação que ainda não sabemos, até que ponto ela resistirá.


Mas, afinal... Qual a origem das festas juninas?
Para respondermos a esta pergunta temos que voltar no tempo, até antes do surgimento do próprio cristianismo. Acredita-se que tudo tenha começado com a comemoração do solstício de verão no hemisfério norte em celebrações pagãs. Acredito que vocês já devam ter ouvido o termo “festa da colheita”, pois bem, muitos desses povos pediam a suas divindades uma boa colheita ou se estendiam a rituais de fertilidade no mês de junho.
Com a expansão do cristianismo, muito desses rituais/celebrações foram absorvidos e (re) significados pela igreja e com a colonização de novas terras pelos europeus, essas tradições foram incorporadas nas colônias como fora o caso do Brasil. Aqui, elas ganharam elementos que ajudaram a moldá-la como a conhecemos hoje.

A tradição das quadrilhas juninas
Embora as quadrilhas juninas possua um caráter interiorano, foi na iluminada Paris (no século XVIII) que ela surgiu. Na França ela tinha um caráter aristocrático dançada nos salões pela elite. Quando finalmente chegou ao Brasil ela caiu no gosto popular e se transformou no que conhecemos hoje repleta de simbolismos que retrata o estilo “caipira” de vida.
As maiores festas juninas do Brasil
Quando se trata de festa junina, o interior dos estados nordestinos realizam as maiores e talvez as mais “badaladas” festas de todas. Conhecidas em todo o Brasil, as festas juninas de Campina Grande – PB e Caruaru – PE disputam o titulo de maior São João do mundo. São 30 dias de festas que atraem turistas de todo o país que, além de dançar forró no parque do povo em CG - PB e pátio do forró em PE, visitam feiras de artesanatos em madeira, couro, estopa entre outros. Em Campina Grande, os turistas tem a oportunidade de embarcar no trem do forró numa viagem de duas horas dançando forró até um distrito do município entre outras atrações.
E vocês? Já foram a uma festa junina? O que acharam? Deixe um comentário J

__________________________________
¹AS FOGUEIRAS - tradição que quase não existe nas áreas urbanas em decorrência da fiscalização do corte ilegal de árvores, como também pelo receio da violência)

PESQUISA E FINALIZAÇÃO TEXTUAL
RONALDO OLIVEIRA – GRADUADO EM GEOGRAFIA
   
Leia Mais ►